Review | Emerald City [Season 1]

Dorothy Gale é uma enfermeira do Kansas de 20 anos, ela está em busca de conhecer sua mãe biológica, Karen, mais eis que quando ela chega ao trailer de Karen encontra um corpo, uma tempestade e um policial em seu carro. Buscando fugir, Dorothy entra no carro e acaba sendo atingida por um tornado, que a …

Review Overview

Nota Geral

3,5

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70

Dorothy Gale é uma enfermeira do Kansas de 20 anos, ela está em busca de conhecer sua mãe biológica, Karen, mais eis que quando ela chega ao trailer de Karen encontra um corpo, uma tempestade e um policial em seu carro. Buscando fugir, Dorothy entra no carro e acaba sendo atingida por um tornado, que a transporta, junto com o cão do policial, para um outro mundo: Oz.

É assim que começa “The Beast Forever”, o piloto da série, que foi exibido em 6 de Janeiro de 2017, e nos apresenta aos principais personagens da série. Emerald City foi criada por Matthew Arnold e Josh Friedman, e traz uma ótima releitura do que vemos na série de livros de Oz escrita por L. Frank Baum, e tudo é ainda mais aperfeiçoado por Tarsem Singh, que dirige a série com puro requinte da mesma forma que fez em Espelho, Espelho Meu, e para completar o brilho, temos o elenco composto por Adria Arjona, Oliver Jackson-Cohen, Ana Ularu e Vincent D’Onofrio.

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A primeira temporada da série teve 10 episódios e se finalizou em 3 de Março de 2017 com “No Place Like Home”, finalizando um ciclo que foi iniciado em em 2014, ano em que a série foi planejada mas acabou não saindo do papel por diversidades criativas entre Josh Friedman e a Universal Television. Por fim a série saiu em 2017, com cerca de 4,5 milhões em audiência em seu piloto e seguiu numa queda que levou a uma season finale com 2,8 milhões, garantindo o cancelamento da série após um mega gancho para segunda temporada.

A trama gira em torno de Dorothy Gale, que vai parar acidentalmente nesse mundo estranho junto com um pastor alemão, que ela resolve chamar de Totó. Nesse novo mundo, a mulher é recomendada a ir falar com o Mágico, um homem que vive na Cidade das Esmeraldas que fica ao final da estrada de tijolos amarelos, uma trilha coberta por Opio, a droga que é especialidade na ‘pousada’ da Bruxa do Oeste.

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Durante essa trilha, Dorothy acaba encontrando um homem preso a uma estaca, um homem sem memorias que acaba sendo apelidada por ela como Lucas, em homenagem a sua cidade natal, e vai com ela em busca de descobrir saber quem é (O Espantalho buscando seu cérebro), numa trilha que acaba fazendo surgir um lindo romance que conquistou os telespectadores desde o trailer da série.

Numa série onde tudo pode nos surpreender, o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão surgem de uma forma extremamente inusitada e real, eles são pessoas que de alguma forma fazem jus ao “apelido” e lhes falta exatamente o que suas clássicas inspirações buscam. E obviamente, a série é tão inusitada que nos faz ver o quando a Bruxa Má do Oeste pode ser uma mocinha e o quanto Glinda, a Bruxa Boa do Norte, pode ser uma vilã.

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No papel de Oeste, temos Ana Ularu, que consegue ser impecável na pele da dona de um bordel que encontrou no vicio em ópio uma forma de amortecer seu sofrimento por culpar a magia (seu dom) pela morte de todas as suas companheiras bruxas, inclusive a bruxa do Sul, mãe de todas as bruxas. Já como nossa protagonista, Dorothy, temos Adria Arjona, que apesar de ser a grande estrela da série, não convence o bastante a ponto de fazer jus ao cargo de alvo uma profecia que irá mudar a vida de todos para sempre. Ao lado de Dorothy temos Lucas/Espantalho, que é vivido por Oliver Jackson-Cohen, um homem com grande importância na sociedade de Oz e atuou muito bem no papel que traz um enorme plot twist e nos faz amar e odiar ao mesmo tempo.

Um pouco mais a fundo da história temos Tip, que traz uma das tramas mais gostosas de assistir na série, já que Jordan Loughran vive uma garota que desde que era bebê foi aprisionada num feitiço que a deixou na forma de um menino, e agora descobre sua verdadeira identidade e, com ela, diversos segredos sobre seu passado e sua verdadeira família. Temos ainda Jack, que surgiu como interesse amoroso de Tip mas mostrou que veio para ter muito mais historias, sendo reanimado depois de um terrível acidente e forçado a servidão, um papel que Gerran Howell fez com maestria.

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Claro que não podemos deixar de destacar os “vilões” da série já que se torna quase um esporte odiar a Glinda de Joely Richardson, visto que a Bruxa do Norte não é tão boa assim, e só o que faz é dirigir seu orfanato de novos membros do Conselho do Mágico, que esconde um segredo que pode ser uma grande arma contra o Mágico, a quem ela odeia desde a proibição do uso da magia em Oz. O papel do Magico ficou a cargo do popular Vincent D’Onofrio, que encarnou bem o homem cheio de segredos e cheio de desconfianças.

A série em si tem toda uma historia e trama perfeita para o sucesso, mas seu desenvolvimento acabou não sendo tão bem executado, a trama de Jack e a de Tip foram extremamente bem executadas, mas seu tempo mal dividido, já a trama de Dorothy ocupou tempo demais e acabou tendo rumos sem sentido, onde vemos apenas um bom inicio e um bom final, com meios duvidosos que vão contra o dito, provando que nem tudo é bem justificado pelo seu fim.

 

 

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About Icaro Augusto

Icaro Augusto
Cursando Tecnólogia em Design Gráfico no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), livrólatra e cinéfilo, atualmente é sócio-diretor do Host Geek e envolvido com diversos grupos literários pernambucanos. Vive em Recife/PE, tem como meta a área de Game Designer e está sempre ligado no mundo Geek e Otaku.
Host Geek. 2014.