Crítica | Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (Ghost In The Shell)

Num mundo pós 2029, cérebros se fundem facilmente a computadores e a tecnologia está em todos os lugares. Major Mira Killian, conhecida como Major, é uma ciborgue com experiência militar que comanda um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos. É quase impossível falar de colossos do cinema de animação sem citar Ghost in …

Review Overview

Nota Geral

4,0

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80

Num mundo pós 2029, cérebros se fundem facilmente a computadores e a tecnologia está em todos os lugares. Major Mira Killian, conhecida como Major, é uma ciborgue com experiência militar que comanda um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos.

É quase impossível falar de colossos do cinema de animação sem citar Ghost in The Shell, o Anime de 1995 é um clássico da cultura cyberpunk e um marco do cinema de animação. Ao trazer a história da Major Motoko, resultado de uma experiência que pretendia unir um cérebro humano a um corpo robótico, a animação nos apresenta um mundo futurista e caótico onde a humanidade passa a ser suprimida pela tecnologia que ela mesma criou.

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O filme, que é uma adaptação de uma adaptação, nos apresenta Scarlet Johansson se consolidando como a heroína de ação. A personagem forte, independente que busca a própria origem é perfeita para a atriz, que a interpreta muito bem. Várias sutilezas foram acrescentadas por Scarlet, o andar meio mecanizado em algumas cenas, o jeito japonês de conter as emoções e até mesmo falar fazem da Major uma das melhores personagens interpretadas por Johansson.

Desde o anuncio do inicio das filmagens de Ghost in the Shell surgiram diversos debates sobre o uso de atores ocidentais para estrelar uma adaptação de uma obra japonesa. Essa discussão se desdobrou sobre temas como whitewashing e racismo na indústria logo após a divulgação de que Scarlett Johansson interpretaria a Major Motoko. A grande verdade é que o próprio filme argumenta e usa esse fato para nos mostrar que o próprio conceito de obra é na verdade um fantasma dentro de uma concha, e que quando bem realizado uma obra pode sim ser adaptada e bem feita mesmo sem ter as mesmas etnias dos personagens originais.

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A Versão adaptada para as telonas por Rupert Sanders é a prova de que é possível adaptar obras sendo original e respeitando a fonte. Diversos elementos do mangá e da animação estão presentes com firmeza e papel dentro do roteiro, respeitando a historia original, mas abrindo brechas para argumentos que serão bem trabalhados e justificados dentro da história. Inclusive devemos dar um espaço gigante para a estranheza que o nome da protagonista ira causar nos fãs da animação original, mas não se assustem isso vai ser explicado, muito bem explicado junto com o motivo para a aparência ocidental da mesma, mas aí já é spoiler.

Ghost in The Shell (2017) está longe de ser um novo clássico da cultura Cyber Punk e com certeza se consolidará como a primeira grande adaptação de uma animação que deu certo, o filme tem roteiro e atuação extremamente satisfatórias além de belos efeitos especiais. Apenas peca por não ter conseguido passar o peso filosófico que a obra original trás. Por fim A diversão é garantida e serão horas muito bem investidas da sua vida, caro leitor.

 

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