Crítica | Rei Arthur – A Lenda da Espada (King Arthur: Legend Of The Sword)

Arthur é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir, enfim, unir seu povo …

Review Overview

Nota Geral

1,5

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30

Arthur é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir, enfim, unir seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruiu sua família.

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Na próxima quinta-feira (18) chega aos cinemas brasileiros o novo longa do diretor Guy Ritchie, que escolheu levar para as telonas a sua versão da lenda do personagem Rei Arthur. A produção é estrelada por Charlie Hunnam no papel do protagonista, além de ter Jude Law como grande vilão do filme.

Muitas vezes um grande defeito de certos diretores é não ter a coragem de sair da sua zona de conforto. Com Ritchie não foi diferente. Depois de dirigir dois ótimos filmes de Sherlock Holmes, estrelado por Robert Downey Jr, os primeiros sinais de desgaste do cineasta começaram a surgir no longa O Agente da U.N.C.L.E, protagonizado por Henry Cavill e Armie Hammer.

Em Rei Arthur – A Lenda da Espada, o diretor de 48 anos simplesmente não se esforça nem um pouco para adicionar algo novo a sua fórmula por trás das câmeras, e com isso, gera um filme frio e totalmente sem alma. Mais uma vez ele usa uma paleta de cores bem parecida com a dos filmes de Sherlock Holmes, bem acinzentada para retratar a Inglaterra. A cidade de Londres parece estar toda coberta com uma poeira na qual acaba atrapalhando as principais cenas de ação, que sofrem com uma falta de ritmo e pouca clareza.

1200x675O primeiro ato da produção é o que consegue ser melhor construído. O personagem de Arthur é bem apresentado, Ritchie consegue em dois minutos nos passar uma ideia de como foi sua infância usando de flashbacks rápidos e repetitivos, além de inserir o que poderiam ser bons personagens coadjuvantes. Contudo, depois do primeiro ato, no qual termina com uma participação melancólica do ex-jogador David Beckham, o filme se perde de uma maneira deplorável.

Tudo começa com seu protagonista, que sofre pela completa falta de carisma. Charlie Hunnam não consegue criar nenhuma empatia com o público, e infelizmente, se analisarmos a primeira cena de seu personagem, e percebê-lo na última, é simplesmente incrível como não houve nenhuma mudança na sua personalidade, apesar de toda a sua jornada de plebeu à rei. Se no começo do filme ele era o cara que comandava o submundo da cidade, no fim ele apenas aumentou a sua escala no comando.

Se o protagonista por si só não consegue prender o público, imagine agora os coadjuvantes que são apresentados no primeiro ato e terminam sem nenhum tipo de desenvolvimento. Eles servem apenas como espectadores em uma história entediante e sem nenhum tipo de magia.

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Falando em magia, o enredo introduz logo de cara que teremos humanos contra magos, mesmo assim, parece que Ritchie não sabe exatamente até a que ponto ele quer levar o poder dos magos adiantes, e de repente tudo parece bem exagerado. A batalha final usa efeitos especiais bem semelhantes ao de Fúria de Titãs 2, e não agrada.

Se em 2015 as primeiras críticas negativas ao diretor começaram a surgir pelo filme O Agente da U.N.C.L.E, agora em 2017 ao que tudo indica, está ligado o sinal amarelo para Guy Ritchie começar a pensar em novas fórmulas de como contar uma boa história nos cinemas.

 

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About Victor Noblat

Victor Noblat
Comentarista esportivo, viciado em filmes e séries. "Um Homem que não se dedica a família não é um homem de verdade" CORLEONE. Vito
Host Geek. 2014.