Crítica | Planeta dos Macacos: A Guerra (War For The Planet Of The Apes)

Humanos e macacos cruzam os caminhos novamente. César  e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito e outros são capturados, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança. Dessa jornada, o …

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Nota Geral

5,0

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Humanos e macacos cruzam os caminhos novamente. César  e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito e outros são capturados, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança. Dessa jornada, o futuro do planeta poderá estar em jogo.

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As grandes franquias de filmes hollywoodianos sempre levam consigo uma mesma pergunta: Como podemos fazer ainda mais dinheiro? Seja com uma continuação de um longa, seja com um personagem lançado numa linha de brinquedos e por aí vai. A grande maioria das franquias gosta de deixar uma ponta solta, uma referência para projetos futuros e por ai adiante. Bem, Planeta dos Macacos ganhou seu reboot no cinemas em 2011, e desde então, apesar de todo o sucesso, a saga sempre indicou ter seus pés firmes no chão, e o terceiro ato serve para fechar uma trilogia e um personagem extremamente marcantes.

Evolução parece ser a palavra chave dessa trilogia. E não, não estamos falando apenas da evolução dos macacos que serviam como cobaias em laboratórios para os seres mais racionais da Terra. Evolução também se deu em diversos fatores, começando pelos incríveis efeitos especiais. A captura de movimentos se tornou uma captura de emoções, e em todos os vídeos de bastidores fica claro que atuação de Andy Serkis como César vale e muito uma indicação aos principais prêmios da categoria de ator principal.

Mas não foram apenas os efeitos visuais que evoluíram. A complexidade da história e de seus personagens foi crescendo de acordo com que a extinção das espécies permanecia em alta. Os macacos estão lutando pela sobrevivência e continuidade da sua espécia, e os humanos, que por muitas vezes lutavam apenas pela ameaça dos primatas, agora estão lutando pelos mesmos motivos que seu oponente: Sobreviver.

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Apresentar e desenvolver personagens. Parece algo muito simples na teoria, contudo, na prática nem todos os diretores conseguem fazer isso com êxito. Em Planeta dos Macacos – A Guerra, além de César, temos a evolução de personagens como Maurice e Rocket, além da apresentação de novos elementos, como a pequena humana Nova, e o Macaco Mau. Esse último serve como o primeiro alívio cômico de todos os três filmes da série, porém o diretor Matt Reeves consegue fazer muito mais do que isso com o personagem, que além de humor, passa uma sensação de solidão enorme.

A sensação de solidão, rancor, ódio e vingança estão por todos os lados dessa batalha. Os personagens começam a cometer erros pelo desespero da guerra, e claro, quando as situações ficam pessoais demais. Em um longa tão sombrio, a paisagem de frio e neve é como  um reflexo do estado do espírito dos principais personagens do roteiro.

Planeta dos Macacos faz algo que poucas trilogias da história do cinema fizeram. Melhoraram a cada filme. Além disso, o filme não perde nem um segundo focando no que pode vir, e sim, nos conta uma história que encerra o ciclo de muitos personagens que irão deixar saudades.

 

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About Victor Noblat

Victor Noblat
Comentarista esportivo, viciado em filmes e séries. "Um Homem que não se dedica a família não é um homem de verdade" CORLEONE. Vito
Host Geek. 2014.