Crítica | Moonlight: Sob a Luz do Luar (Moonlight)

Três momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami. Do bullying na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas, este é um poético estudo de personagem. Nos últimos anos Hollywood se acostumou a valorizar e premiar produções …

Review Overview

Nota Geral

4,5

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90

Três momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami. Do bullying na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas, este é um poético estudo de personagem.

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Nos últimos anos Hollywood se acostumou a valorizar e premiar produções cinematográficas que levavam para as telonas determinados tipos de temas. Sempre foi muito comum longas que tratavam de histórias verídicas ou mesmo de homenagens ao cinema de antigamente receberem os principais prêmios como o Oscar e Globo de Ouro. Em 2017, Moonlight é um verdadeiro ponto fora da curva, tratando de temas muito mais do cotidiano da sociedade.

Barry Jenkins ficou responsável pela direção e roteiro do filme, e podemos dizer sem sombras de dúvidas que sua visão e sensibilidade para levar ao público uma produção na qual fala de temas como drogas, racismo e homossexualidade, é o maior responsável pelo sucesso da história.

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Jenkins consegue construir uma história dividida em três atos extremamente impactantes, e a transição de cada momento temporal é feita com bastante cuidado, e para isso, crédito também para o trio de atores que interpretaram o personagem principal. Alex R. Hibbert, Ashton Sanders e Trevante Rhodes conseguem construir esses saltos temporais com tanta naturalidade que o público entende muito bem o que se passou na vida de Chiron durante os anos que não visualizamos.

Os personagem ao redor do protagonista também são de suma importância para criar toda a atmosfera da sociedade com qual estamos lidando. Mahershala Ali e Naomi Harris tem atuações tão impactantes quanto a do trio principal, e para isso acontecer, o diretor consegue desenvolver muito bem suas histórias e dar importância para os diálogos e principalmente os silêncios.

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Sim, os silêncios são fundamentais para Moonlight. São os momentos em que as atuações se preocupam mais com os olhares, postura e respiração para fazer com que os espectadores não apenas assistam, mas também interpretem e reflitam sobre uma situação que acontece cada dia mais no mundo que vivemos. Por isso mesmo Moonlight é um filme de extrema força e importância para essa e outras gerações.

 

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About Victor Noblat

Victor Noblat
Comentarista esportivo, viciado em filmes e séries. "Um Homem que não se dedica a família não é um homem de verdade" CORLEONE. Vito
Host Geek. 2014.