Crítica – Malévola (Maleficent)

“Well, well”… Esta frase é uma das marcas de Malévola, personagem que dá nome ao filme estreado nos cinemas de todo o Brasil em 29 de maio. O longa, baseado no conto da Bela Adormecida (interpretada pela atriz Elle Fanning), traz a inovação, que muita gente não esperava. O que a maioria das pessoas não …

Review Overview

Nota Geral

4,0

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80

“Well, well”… Esta frase é uma das marcas de Malévola, personagem que dá nome ao filme estreado nos cinemas de todo o Brasil em 29 de maio. O longa, baseado no conto da Bela Adormecida (interpretada pela atriz Elle Fanning), traz a inovação, que muita gente não esperava.

O que a maioria das pessoas não conhecem, é a real história de Malévola. Desde nova, a menina com chifres e longas asas mantinha a paz entre os Moors, um povo encantado, e os humanos.  Malévola cresce, e ao completar 16 anos, se apaixona pelo jovem Stephan. Mas o jovem, com toda sua obsessão em ser da realeza, abandona a menina-fada e corre atrás de seus ideais, partindo seu coração.

Jovem Malévola  Malevola Boa

Já como rei, Stephan (Sharlto Copley) tem uma filha, Aurora. Durante o batizado, a menina é amaldiçoada por Malévola, que havia tornado-se amarga e cruel. No filme, Stephan simboliza a insanidade a que um ser humano pode se submeter. Abandonar o grande amor por ambição é bem típico de pessoas egocêntricas e, nesse quesito, Sharlto conseguiu sensibilizar com suas atuações.

Angelina Jolie estava realmente “confortável” no papel de Malévola. A atriz veterana transmitiu toda a ironia e sarcasmo da personagem sem muito esforço. A conclusão a que se chega é a de que o papel realmente foi escrito para ela. As cenas em que a fada Malévola sobrevoa a floresta é um grande exemplo do quanto ela se divertiu interpretando a personagem.

Elle Fanning  MALEFICENT

O ator Sam Riley, “na pele” do corvo Diaval, também não deixou a desejar. O fiel escudeiro de Malévola mostrou o bom coração que tinha ao sempre velar pela pequena Aurora, chegando a ser um personagem cativante. Já a atriz Elle Fanning, mesmo sendo graciosa, não conseguiu a mesma façanha que os colegas de elenco. Em alguns momentos é possível perceber uma atuação nada empolgante e uma Aurora quase insossa, contudo, em nada compromete o enredo.

O filme é curto. Toda a passagem de tempo é tratada de forma um pouco acelerada, mas não é um elemento que descaracteriza toda a magia do filme, pois as cenas de batalhas, as coreografias, os efeitos especiais, as panorâmicas, além da fotografia e trilha sonora são fatores que conseguem prender a atenção do espectador e estimula a vontade de assisti-lo.

Assista a “Malévola” e permita-se encantar pela história do início ao fim!

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About Aline Pagotto

Aline Pagotto
Jornalista, cinéfila e viciada em chocolate. Ela aproveita as horas vagas para escrever e fotografar, outra arte, na qual é apaixonada. Ainda é fã de músicas dos anos 80 e do diretor Quentin Tarantino.
Host Geek. 2014.