Crítica | Malasartes e o Duelo com a Morte

Pedro Malasartes é um malandro que, por mais que seja apaixonado por Áurea, não resiste a um rabo de saia. Devendo muito dinheiro a Próspero, irmão de sua amada, Malasartes precisa escapar dele ao mesmo tempo em que prega peças, sempre usando a inteligência, de forma a conseguir alguns trocados. Só que seu padrinho, a …

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Nota Geral

3,0

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60

Pedro Malasartes é um malandro que, por mais que seja apaixonado por Áurea, não resiste a um rabo de saia. Devendo muito dinheiro a Próspero, irmão de sua amada, Malasartes precisa escapar dele ao mesmo tempo em que prega peças, sempre usando a inteligência, de forma a conseguir alguns trocados. Só que seu padrinho, a Morte em pessoa, tem outros planos para ele.

Quando se fala em um personagem matuto porém de bom coração, que não tem nenhum receio de passar a perna nos habitantes de uma cidadezinha do interior, podemos afirmar que isso traz boas lembranças e risadas para a literatura e o cinema nacional. Se você pensou logo em João Grilo, da obra O Auto da Compadecida, garanto que o personagem Malasartes, interpretado por Jesuíta Barbosa traz muito do mesmo sentimento.

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O protagonista traz um bom toque de humor e inocência ao personagem, que garante vários momentos divertidos para a telona. Muito da sua química com Áurea, vivida por Ísis Valverde, é o que mantém o público focado na história principalmente no primeiro ato, que infelizmente, acaba sendo mais interessante do que o restante.

O núcleo da produção situado na cidadezinha do interior consegue repetir uma fórmula conhecida do cinema nacional, e ainda mais, tem êxito de fazer isso de uma maneira que dialogue com o público atual. Contudo, quando chegamos no momento no qual o longa precisa fazer a transição do cotidiano para o fantástico, é ai que mora o grande problema.

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Por muitas vezes cobramos que os filmes, principalmente os hollywoodianos, entendam que apesar de excelentes efeitos especiais, é preciso contar uma coesa e interessante história. O exemplo mais recente disso aconteceu esse mês de agosto, quando Valerian e a Cidade dos Mil Planetas se mostrou um filme esteticamente maravilhoso porém com uma história bagunçada.

Logicamente, sem querer fazer nenhuma comparação com o nível de efeitos especiais, porém o erro de Malasartes e o Duelo com a Morte se mostra o mesmo. A preocupação estética do filme acabou sendo maior do que as atuações fracas da maioria dos coadjuvantes, e maior do que finalizar a história com a mesma força e humor que havia começado.

 

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About Victor Noblat

Victor Noblat
Comentarista esportivo, viciado em filmes e séries. "Um Homem que não se dedica a família não é um homem de verdade" CORLEONE. Vito
Host Geek. 2014.