Crítica | Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming)

Um filme de Peter Parker Após a recente parceria da Sony e da Marvel Studios, temos o primeiro filme solo do amigo da vizinhança integrado ao Universo Cinematográfico da Marvel, fazendo com que tudo que envolve o Homem Aranha antes de ‘Capitão América: Guerra Civil‘ deixe de existir. Então adeus a Tobey Maguire, Andrew Garfield, …

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3,5

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70

Um filme de Peter Parker

Após a recente parceria da Sony e da Marvel Studios, temos o primeiro filme solo do amigo da vizinhança integrado ao Universo Cinematográfico da Marvel, fazendo com que tudo que envolve o Homem Aranha antes de ‘Capitão América: Guerra Civil‘ deixe de existir. Então adeus a Tobey Maguire, Andrew Garfield, Kristen Dustin, Emma Stone e a todos os filmes passados do cabeça de teia, inclusive o incrível ‘Homem-Aranha 2′ que, devo avisar logo, este filme não supera.

2017-07-05

Apesar de todos os filmes passados terem sido esquecidos, acho que todos estamos cansados de saber como Peter Parker deixou de ser um estudante qualquer e se tornou um dos mais fortes super heróis da Marvel, então pulamos isto e temos em seu lugar uma introdução ao seu vilão, o Abutre. Para não soltarmos informações de mais, vamos somente dizer que uma das razões para ele se tornar um vilão envolve a torre dos Avengers e o final de Vingadores 1.

A introdução para a sua ‘volta ao lar’ vem por meio de cenas de Guerra Civil gravadas através do celular do próprio Peter e narradas por este. Após sua incrível participação na batalha, Peter acreditava que agora estava pronto para as grandes missões e faria parte da equipe dos Vingadores, mas não ainda. Ele tem que impressionar muito a Tony Stark que acredita que ele não está preparado e deve somente ser o amigo da vizinhança que ajuda as senhoras na rua. Mas Peter quer mais e fará de tudo para impressiona-lo, só que o Iron Man pode estar certo.

Enquanto lida com toda a questão dos seus poderes, ele ainda tem que frequentar a escola, manter as notas, e esconder de todos os seus poderes.

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A melhor descrição que posso dar desse filme é que o sentimento que ele passa é de um clichê colegial com o adicional de poderes e Vingadores.  Enquanto assistia não consegui deixar de lembrar de outros filmes como ‘Super Escola de Heróis’ (se lembram desse filme que até já passou na Sessão da Tarde?), e Kick Ass. Não é algo que costumamos sentir nos filmes da Marvel, então foi algo um pouco decepcionante apesar de gostar do gênero. Tivemos várias cenas de Peter no colégio, e é o tipico clichê desses filmes: garoto excluído que sofre bullying e pode contar somente com o seu pequeno grupo de amigos, é apaixonado pela garota popular, e sofre diversas dificuldades, mas quando o sinal so colégio toca ele se transforma em um super herói que protege a todos sem que ninguém possa saber.

2017-07-05 (1) Devo dizer que apesar das minhas críticas ao filme, um dos maiores acertos foi quanto a escolha do elenco. Tom Holland impressiona a todos com sua versão do inexperiente, energético e determinado Peter Parker. A marcante frase “grandes poderes trazem grandes responsabilidades” foi excluída do filme, não temos aquela determinação toda em volta do que aconteceu com o tio que nem é mencionado, tudo gira em torno de se tornar um verdadeiro Vingador, que se encaixou bem melhor com essa história mais jovem.

E não é somente ele que impressiona no quesito de atuação, temos uma nova e sexy Tia May, interpretada por Marisa Tomei, que não a quem diga que possui cinquenta e três anos, ela é a única família de Peter e é a ela que ele mais quer proteger. Ned é o melhor amigo de Peter, e é o primeiro a descobrir sua identidade secreta do circulo próximo a ele, se tornando o seu fiel ajudante. Michelle, interpretada por Zandaya, era a personagem que gerou mais questionamentos, já que inicialmente foi introduzida somente como MJ (Mary Jane?), ela é uma outra estudante da escola de Peter, tão excluída quanto este, e que presta bastante atenção nele, estando sempre por perto.

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Temos também a presença de Tony Stark que foi o motivacional para o sucesso de Peter, Capitão América cujas aparições proporcionaram um alivio cômico ao filme, e Happy o elemento de ligação entre Peter e os Vingadores. Todas essas aparições foram muito bem dosadas, sem tirar o foco do personagem principal, e cada um teve um papel bem definido.

O vilão de Michael Keaton é algo que eu ainda não sei como definir. O filme introduz bem o personagem, mostra um homem dedicado e ambicioso, e nos faz entender bem porquê ele escolheu seguir este caminho. Devido a isso, em alguns momentos não conseguimos ter tanta raiva dele ao mesmo tempo que torcemos para o secesso do protagonista.

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Mas apesar do elenco, o maior erro do filme foi claro: faltou algo que o distinguisse dos outros. Ao chegarmos no momento clímax, a suposta grande batalha, as atuações surpreendem mais do que a luta em si, sendo o modo que está é finalizada extremamente ridículo. A emoção é dada através de elos que ligam sua história a saga dos vingadores, pois se isto fosse tirado, teríamos mais um episodio comum da animação do Espetacular Homem Aranha exibida na televisão alguns anos atrás.

‘Homem Aranha: De Volta ao Lar’ está longe de ser o melhor filme de heróis do ano, e nem deve fazer diferença na continuação da história da Marvel, mas é um filme bom, trás diversas risadas, alguns momentos de emoções e vários easter eggs. Este é somente o começo de sua aventura e é um bom começo para uma história solo, mas espero muito mais dos filmes futuros.

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Eduarda Marinho
Host Geek. 2014.