Crítica | Como Nossos Pais

Rosa , 38 anos, é uma mulher que se encontra em uma fase peculiar de sua vida, marcada por conflitos pessoais e geracionais: ao mesmo tempo em que precisa desenvolver sua habilidade como mãe de suas filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, Rosa também continua sendo filha de …

Review Overview

Nota Geral

3,0

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60

Rosa , 38 anos, é uma mulher que se encontra em uma fase peculiar de sua vida, marcada por conflitos pessoais e geracionais: ao mesmo tempo em que precisa desenvolver sua habilidade como mãe de suas filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, Rosa também continua sendo filha de sua mãe, Clarice, com quem possui uma relação cheia de conflitos.

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Relações familiares. Com certeza esse tema é um prato cheio para estudos psicológicos, debates, conversas, músicas, filmes, brigas, brigas e mais brigas. Ao mesmo tempo que cada família parece ter sua particularidade, é possível ver alguns padrões bem semelhantes se encaixando em cada uma delas, e essa é a grande aposta do drama Como Nossos Pais, produção com a direção assinada por Laís Bodanzky.

A primeira e mais analisada relação do drama se baseia no conflito mãe e filha. Rosa e Clarice. Parece ser algo bastante natural essa rivalidade que as filhas têm com as mães e os filhos têm com os pais. Pode-se notar que em muitas famílias, as filhas têm um certo apego maior com o pai, e os filhos com a mãe. Lógico que existem muitas exceções nesse ponto, mas se analisarmos, na maioria dos casos, é normal essa “disputa” dentro de casa. No caso de Rosa e Clarice, a busca da filha pela identidade acaba gerando um enorme embate entre elas.

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Outro ponto psicológico bastante abordado no drama, é que inconscientemente, muito da maneira como os pais criaram os filhos, acaba refletindo na maneira que os filhos criam os seus próprios, e isso não está apenas ligado aos fatores positivos dessa criação. Fica claro que a personagem Rosa leva muito da maneira na qual foi criada por Clarisse, e não percebe que comete os mesmos erros e acertos com suas duas filhas.

Entretanto, o grande problema do longa, acaba acontecendo na hora em que ele precisa discutir outros temas como traição, administração e equilíbrio entre buscar seus sonhos com a responsabilidade de ter uma família e os diferentes papéis que a mulher precisa exercer no seu cotidiano. Todos esses pontos são apresentados de maneira bastante rasa, assim como se tornam os diversos personagens coadjuvantes.

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Por exemplo, na cena de abertura temos um almoço em família, no qual percebemos logo de cara diversos conflitos, não apenas entre Rosa e Clarice, mas também com o seu outro filho, a nora e o cunhado. Contudo, tudo acaba sendo deixado de lado e ficamos com a sensação de que essas histórias também poderiam ter sido desenvolvidas.

Como Nossos Pais faz um bom trabalho em refletir sobre a relação de mãe e filha, todavia, no momento de expandir essas relações de maneiras mais complexas, o filme limita a si próprio, com personagens vazios e mal trabalhados, deixando uma sensação de vácuo no fim.

 

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About Victor Noblat

Victor Noblat
Comentarista esportivo, viciado em filmes e séries. "Um Homem que não se dedica a família não é um homem de verdade" CORLEONE. Vito
Host Geek. 2014.