Crítica | Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger)

II Guerra Mundial. Steve Rogers (Chris Evans) é um jovem que aceitou ser voluntário em uma série de experiências que visam criar o supersoldado americano. Assim, Rogers se transforma no Capitão América e um plano da organização científica nazista, HYDRA, faz com que o super-herói entre em ação e use seus dons para combater o mal em …

Review Overview

Nota Geral

3,5

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70

II Guerra Mundial. Steve Rogers (Chris Evans) é um jovem que aceitou ser voluntário em uma série de experiências que visam criar o supersoldado americano. Assim, Rogers se transforma no Capitão América e um plano da organização científica nazista, HYDRA, faz com que o super-herói entre em ação e use seus dons para combater o mal em plenas trincheiras da guerra.

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Nos primórdios do Universo Cinematográfico Marvel, o estúdio estava dando os primeiros passos na produção dos seus heróis principais, como Homem de Ferro, Thor e Capitão América, este último que, juntamente com o Deus do Trovão, chegou aos cinemas em 2011 após uma onda de incertezas, especulações e, como de costume, apostas perigosas da casa dos Vingadores. Havia um certo cuidado ao representar o Primeiro Vingador nos cinemas, parte devido a extrema popularidade do personagem e também devido a fiascos do passado, como a produção para TV de 1979 e o “colírio para os olhos” de longa-metragem em 1990.

A tarefa dada ao diretor Joe Johnston não foi nada fácil, O cineasta já nos agraciou com clássicos da Sessão da Tarde como: “Querida, Encolhi as Crianças“, “Jumanji” e “Pagemaster“, e precisava repetir a dose de amadurecimento como diretor do remake de “O Lobisomem” que, apesar de ter sido um (injusto) fracasso de público, era o tom adulto despertado em Johnston que precisava se unir a sua imaginação infanto-juvenil e ser usado em um filme de super-heróis. O resultado disso foi um filme que apresenta sérios temas (Segunda Guerra Mundial, Totalitarismo, bondade e coragem x força) que, apesar de bastante explícitos, não foram aproveitados com a profundidade que deviam se tratados.

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O destaque raso nos temas abordados em “Capitão América: O Primeiro Vingador” entregaram ao público um filme desnecessariamente simples, porém felizmente divertido. Há momentos no longa cujo a atmosfera dos anos 40 lembram bastante filmes noir e clássicos modernos como “O Poderoso Chefão“, principalmente nas cenas de tiroteio na Nova York daquela década. Elementos exclusivos de filmes de espionagem, como códigos secretos, agentes infiltrados, geringonças de cientistas , entre outros, estão presentes e são necessários para manter a qualidade de “Filme Pipoca” que a adaptação proporciona.

Falando em adaptação, “Capitão América: O Primeiro Vingador” parte de uma premissa diferenciada das histórias em quadrinhos, mas nada que altere a história de origem do herói. A maior modificação está na idade de Bucky Barnes (Sebastian Stan) e seu destino totalmente acelerado, não permitindo um maior destaque para o personagem como parceiro do Capitão América. Aliás, nem mesmo o Esquadrão Vitorioso, grupo fundamental para a história do Primeiro Vingador, foi abordado no filme, o que deixou a origem ainda mais incompleta e frustrante para alguns fãs. Quem não conhece a história do Capitão, porém, vai encontrar diversão e entretenimento na relação do personagem com a Agente Peggy Carter (Hayley Atwell), “Dum Dum” Dungan (Neal McDonough) e com Bucky. A presença do próprio Steve Rogers de Chris Evans, que se tornou um dos personagens mais queridos do Universo Cinematográfico Marvel, encanta e convence do maior fã até o mais leigo de que o ator nasceu para encarar o super herói no cinema (em vez de um certo Tocha Humana).

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O antagonismo do filme é muito bem representado pelo Caveira Vermelha, vilão icônico do Capitão América interpretado pelo igualmente icônico Hugo Weaving, e pelo Doutor Armin Zola (feito por um Toby Jones impecável). Os maiores problemas, porém, foram as poucas cenas do Caveira com sua face assustadora verdadeira, além de poucas cenas do personagem em ação, e o erro da produção não ter escolhido o Barão Zemo como vilão principal do primeiro filme do Capitão América (o personagem foi totalmente descaracterizado e mal aproveitado em “Capitão América: Guerra Civil“).

Superficial em alguns momentos, mesmo apresentando uma premissa altamente louvável, “Capitão América: O Primeiro Vingador”, apesar dos seus pesares, sabe como manter e respeitar a ideologia do personagem concebido em 1940 por Joe Simon e Jack Kirby. Seu heroísmo, um dos símbolos principais de todo o universo Marvel, é bem introduzido e, mesmo ganhando mais destaque nos filmes seguintes, foi essencial para o desenvolvimento da trama.

Afinal, Capitão América é referência de qualquer herói da Marvel, não é mesmo?

 

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About Lucas Rigaud

Lucas Rigaud
Estudante de jornalismo, escritor, cosplayer, cospobrer e pseudo fotógrafo. Astronomia, cinema, música das antigas, quadrinhos. Como diria John Lennon: Apenas um pedaço de nada.
Host Geek. 2014.