[Cine Retrô] A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project)

Em outubro de 1994, três estudantes de cinema resolvem sair para Maryland, onde adentram as matas com objetivo de fazer um documentário sobre a lenda local da bruxa de Blair, até que desaparecem misteriosamente. Um ano depois uma sacola cheia de rolos de filmes e fitas de vídeo encontrada na mata e as autoridades resolvem assistir tudo para encontrar algumas pistas sobre …

Review Overview

Nota Geral

4,0

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80

Em outubro de 1994, três estudantes de cinema resolvem sair para Maryland, onde adentram as matas com objetivo de fazer um documentário sobre a lenda local da bruxa de Blair, até que desaparecem misteriosamente. Um ano depois uma sacola cheia de rolos de filmes e fitas de vídeo encontrada na mata e as autoridades resolvem assistir tudo para encontrar algumas pistas sobre o macabro destino do trio.

O filme é inteiramente focado em Heather Donahue, Michael C. Williams e Joshua Leonard, o trio de estudantes de cinema, que protagoniza o filme indie que fez o estilo found footage fazer sucesso, levando milhares de americanos ao cinema, o que gerou cerca de US$ 249 milhões, e no Brasil, levando mais de 1,4 milhão de expectadores ao cinema.

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Mas como já se sabe, esse filme da Europa Filmes é de 1999, o que significa que já fazem quase 10 anos desde o lançamento, e 10 anos significa diversos avanços tecnológicos e visuais, além, é claro, da clara diferença financeira que ainda é comum entre os filmes independentes e os comerciais, logo, para os que assistem hoje em dia, A Bruxa de Blair se tornou um dos filmes de terror mais chatos da história, o que torna dificil acreditar no sucesso que teve, mas tempos diferentes criam um público diferente, e tecnologias diferente criam exigências diferentes.

Mas acima de tudo, uma coisa não se pode negar, A Bruxa de Blair tem um enredo genial que, com a tecnologia de hoje, talvez ainda funcionasse com maestria. O filme acontece em Outubro, o que já deixa aquele clima de Halloween no ar, ele traz a excelente ideia das filmagens caseiras de verdade, que ainda é um pouco usada hoje em dia, apesar de se primar por câmeras caseiras de qualidade extremamente superior por medo de uma represália pela imagem de má qualidade. Outro grande ponto é o excessos de subjeções, o filme pretende se passar por real, logo ele não pode escancarar o sobrenatural, como a saga Atividade Paranormal, ele sugere o sobrenatural em busca de deixar os expectadores divididos sobre o que realmente aconteceu ali.

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O filme começa de uma forma bem sutil, com Joshua dizendo que escutou uma coruja piando mas era algo como se fosse uma risada, e logo vai evoluindo para barulhos estranhos de presenças na floresta, um ataque noturno que destrói o acampamento, o desaparecimento de Joshua, e toda a trama que vai se encaminhando até o misterioso climax final, como o desaparecimento de todos.

Com uma atuação tão bem feita que parecia real, uma sacada dos diretores Daniel Myrick e Eduardo Sanchez melhorou ainda mais esse ponto, já que os diretores deram o minimo possivel do roteiro aos atores e, na mata, enviava bilhetes dizendo algo para eles fazerem naquele momento, sem saber o que a produção iria fazer em conjunto com esse ato, com objetivo de ampliar a experiencia de veracidade para quem assistia ao longa.

O filme parece ir contra o terror atual, visto que a incredulidade no sobrenatural é evidente nos atores, o que vai de contraste com os terrores atuais, onde os protagonistas acreditam facil e logo iniciam o combate contra a força que os aflige.

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Numa frase rápida, pode se dizer que A Bruxa de Blair foi e sempre será um filme genial e a frente de seu tempo, mas seu tempo infelizmente passou, e o cinema evoluiu de forma a nos tornar um público muito mais exigente e muito mais visual que sensorial, isso fez com que esse clássico e maravilhoso longa se perdesse no passado e deixasse de merecer seus louros.

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About Icaro Augusto

Icaro Augusto
Cursando Tecnólogia em Design Gráfico no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), livrólatra e cinéfilo, atualmente é sócio-diretor do Host Geek e envolvido com diversos grupos literários pernambucanos. Vive em Recife/PE, tem como meta a área de Game Designer e está sempre ligado no mundo Geek e Otaku.
Host Geek. 2014.