Crítica | (500) Dias com Ela ((500) Days of Summer)

Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) quando vê a nova assistente de seu chefe, Summer Finn (Zooey Deschanel), desse dia em diante Tom se apaixona por aquela garota e busca conquistar a moça. Nesse dia se inicia o ciclo de 500 dias da historia de amor de Tom e Summer, uma historia espetacular, conturbada, realista e completamente …

Review Overview

Nota Geral

5,0

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Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) quando vê a nova assistente de seu chefe, Summer Finn (Zooey Deschanel), desse dia em diante Tom se apaixona por aquela garota e busca conquistar a moça. Nesse dia se inicia o ciclo de 500 dias da historia de amor de Tom e Summer, uma historia espetacular, conturbada, realista e completamente viciante de se ver.

Tom é um cara que acredita nas coisas mais absurdas do mundo, como o amor, e acredita em destino, então quando ele vê Summer percebe que aquela garota é a mulher perfeita para ele. Já Summer é uma mulher comum, altura mediana, peso normal, sapatos de número acima da média, algo totalmente normal, uma garota normal, a alma-gêmea de Tom e a vaca que acabou com a vida dele.

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Nossa história é bem precisa no fato de ir para frente e para trás, ela se inicia no dia 290, o fim do relacionamento de Tom e Summer, para nos tirar da ilusão que esse relacionamento será infinito, e então fica voltando para nos fazer entender como tudo começou e como tudo terminou, ao mesmo tempo que nos mostra a vida de Tom após o termino.

Venhamos e convenhamos. o filme é bem realista, ele nos mostra que Summer nunca conseguiu se apegar muito às coisas, nem mesmo àquelas que ela realmente gostava, enquanto Tom teve um infância deturpada, onde o cinema e músicas pop o fizeram achar que o amor é algo fácil e o tornou tão romântico que logo se apegou à Summer. E o que acontece quando um fracassado se apaixona por uma egoísta? Sim, desastre total.

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No filme temos  Marc Webb estreando como diretor de longa-metragens, e fazendo um ótimo trabalho, Joseph Gordon-Levitt sendo descoberto pelo mundo, com primeira atuação memorável, no papel de Tom, o prodígio da empresa de cartões, que se destaca na área dos românticos e tem toda sua vida virada de cabeça pra baixo, e Zooey Deschanel, com seu papel de destaque de Summer, a mulher que mudou a vida de Tom de n maneiras e que nos fez amar e odiar a atriz por longos anos. Claro que não podemos esquecer das pequenas mas memoráveis pontas de Chloë Grace Moretz, como a irmã caçula de Tom e conselheira do cara.

Vale lembrar que Summer não é uma vilã e o filme é cheio de mensagens, como o fato de que muitas vezes o fundo do poço é a chance de ver os defeitos da sua vida acomodada e te fazer achar uma nova vida. O filme é extremamente frustrante, não por ser ruim, mas por ser tão realista que nos leva a repensar os romances do cinema e nos faz repensar no que a cultura nos incute, um filme que se tornar espetacular pelo fato de trazer a tristeza a tona. Provavelmente um filme extremamente inquietante simplesmente por nos trazer a temível pergunta: O que acontecerá no dia 500? E que nos traz um final espetacularmente cheio de símbolos, totalmente previsível e sublimemente agradável e gostoso de ver.

“Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência … Especialmente você, Jenny Beckman … Vagabunda.”

 

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About Icaro Augusto

Icaro Augusto
Cursando Tecnólogia em Design Gráfico no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), livrólatra e cinéfilo, atualmente é sócio-diretor do Host Geek e envolvido com diversos grupos literários pernambucanos. Vive em Recife/PE, tem como meta a área de Game Designer e está sempre ligado no mundo Geek e Otaku.
Host Geek. 2014.