Análise – Outlast [PC, PlayStation 4, Xbox One]

Outlast é um famoso jogo indie de terror em primeira pessoa ao clássico estilo de Survival horror desenvolvido e publicado pela Red Barrels. Foi lançando inicialmente em 4 de setembro de 2013 para PC, mas com seu grande sucesso ganhou uma versão de PlayStation 4 em fevereiro de 2014 e para Xbox One em julho do mesmo ano. …

Review Overview

Nota Geral

4,0

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80

Outlast é um famoso jogo indie de terror em primeira pessoa ao clássico estilo de Survival horror desenvolvido e publicado pela Red Barrels. Foi lançando inicialmente em 4 de setembro de 2013 para PC, mas com seu grande sucesso ganhou uma versão de PlayStation 4 em fevereiro de 2014 e para Xbox One em julho do mesmo ano.

Um convite a loucura

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“Um lugar agradável”

Tudo começa por causa de um e-mail. Você entra na pele de Miles Upshur, jornalista autônomo que recebe uma mensagem de um usuário conhecido apenas como “The Whistleblower” sobre casos bizarros que ocorrem em um hospital psiquiátrico da corporação Murkoff. Determinado a conseguir uma grande matéria, o jornalista vai até o local. Ao chegar, percebe tudo vazio, até a segurança da entrada não estava lá, o mais bizarro é que a SWAT parece ter sido acionada deixando seus carros dentro do pátio. Apesar da refusa inicial, ele continua determinado a seguir em frente.

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Padre Martin sempre no estilo “Testemunhe” do Mad Max

Esse que foi sem duvida o maior erro de sua vida. O local aparentemente abandonado se mostra tomado pelos pacientes e outros loucos do local. Mesmo a tropa da SWAT não pode fazer nada, tendo seus corpos destroçados, empalados ou coisa pior. Enquanto tenta sair do local, Upshur é atacado por um homem gigante e todo deformando, sendo lançado do primeiro andar do local. Enquanto beirava nos limites de se manter consciente, um homem, conhecido como Padre Martin, encontra Miles e diz que ele foi enviado por Deus para testemunhar as coisas do local.

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“Senhor, posso fazer umas anotações?”

Desesperado por uma saída. O jornalista tenta de tudo para acessar o sistema de segurança do local, mas o Padre acaba por frustrar todas suas tentativas. Enquanto coisas bizarras começam acontecer, o desespero vai aumentando cada vez mais, já que não é apenas um religioso nos prendendo ao local, mas os perseguidores que vão te matar sem pensar duas vezes. Miles terá que fazer de tudo para conseguir sair apenas com suas duas armas: 1 bloco de notas e 1 câmera.

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Cenas em tempo real são bastante comuns

Toda a trama criada para o jogo é muito bem trabalhada e desenvolvida. As partes mais importantes são mostradas em cutscenes, ou em diálogos em tempo real. O game consegue manter o clima terror a todo momento, fazendo você se surpreender com o rumo que as coisas vão tomar. No geral tudo é imprevisível e impactante, fica realmente difícil saber até onde conseguiremos chegar já que a trama mostra claramente quem em mundo insano não existe final perfeito.

Simplicidade aterrorizante

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Fogo, textura, fisica, movimentação e outros aspectos são a magia desse jogo Indie

Apesar de ser um jogo indie, Outlast teve em sua produção uma equipe com experiencia ampla em jogos como Uncharted, Assassin´s Creed, Tom Clancy’s Splinter Cell e Prince of Persia. O motor Unreal Engine 3.5 – sendo o 3.0 utilizado em títulos como Gears of War e Bioshock Infinite – deu ao jogo uma física boa, uma potencia gráfica elevada, com detalhamentos em expressões faciais e principalmente em movimentação.

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São tantos lugares pra se esconder, ou morrer

A Ambientação é bem variada, explorando os vários tipos de medos. São corredores estreitos, pátios em perfeita escuridão, lugares enormes sem uma alma viva aparente, esgotos, alas diferentes da mansão e a lista continua. Isso tudo é acompanhado de cenas grotescas de corpos mutilados, pessoas sendo mortas e alguns eventos mais peculiares. Tudo bastante impactante, violento e assustador.

Por dentro da insanidade

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Caso se perca, siga o SANGUE

A Campanha toda se segue linear com uma leve exploração de cenário, possuindo um tempo médio de 4 horas pra ser concluída. Esse tempo vai variar de acordo com o quanto você vai se perder nos locais, já que não possui um mapa ou nada pra lhe guiar. Outro fator são os Momentos de registro e Documentos. Miles pode anotar o que sua câmera registrar, além de encontrar documentos sobre pacientes e incidentes do local. Isso ajuda não só a ganhar conquistas do jogo, mas a entender bem melhor tudo que aconteceu até o momento.

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O modo visão noturna é a chave de 80% do jogo

A Jogabilidade apesar de bastante fluída é simples. Não podemos atacar os inimigo, apenas fazer uma das 3 opções do jogo: Correr, Esconder-se ou Morrer. Podemos andar, correr, pular, se abaixar e andar abaixado, espiar atrás dos cantos de corredores, se esconder e utilizar uma câmera. A câmera é a chave do jogo, além dos registros que podemos fazer, é possível utiliza-la com a função noturna. Esse modo de visão é essencial, já que 80% dos locais são completamente escuros e alguns momentos é necessário usar as sombras pra despistar os inimigos. O modo visão noturna gasta energia rapidamente, pra recarregar é necessário achar baterias extras, podendo carregar até 10.

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Chris Walker, seu Nemesis pessoal

Os seus perseguidores são os pacientes agressivos do local, conhecido como The Variants, mas sem sobra de duvida o seu maior perseguidor será Chris Walker, o gigante deformado do inicio do jogo. Durante boa parte do jogo sua função será fugir dele, esse sujeito possui trilha sonora própria pra lhe deixar mais nervoso ainda, te mata com apenas dois golpes, além do barulho tenso de suas correntes ao andar. Todos inimigos tem uma inteligência artificial ótima, lhe procurando em vários locais. Isso faz a dificuldade e tensão padrão do jogo alta dependendo do quanto calmo você vai conseguir ficar.

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Os inimigos em maiores dificuldades te acham mais facilmente

O jogo possui 4 dificuldades: Normal, Hard, Nightmare e Insane. Conforme seu aumento, os inimigos vão ficando menos toleráveis a seu barulho e lhe achando com mais facilidade. A inteligencia artificial deles é bastante aumentada, lhe procurando em vários pontos onde é possível se esconder, além de dar a falsa impressão que lhe perdeu de vista. No modo Nightmare só é possível carregar duas pilhas extras com você, já o modo insano retira os checkpoints, fazendo assim que você reinicie todo jogo caso morra.

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A vontade de te pegar é tanta que atravessou a porta

Apesar de poucos, alguns bugs podem ocorrer e atrapalhar seu jogo. O mais comum é de ficar preso em algum lugar. Miles pode sim pular, mas só escala certos objetos, logo você acaba ficando preso em certos buracos no chão ou cantos de paredes. Alguns inimigos podem dar golpes que atravessam portas, ou simplesmente desligar a inteligência artificial no meio de uma saída, bloqueando onde você tem que ir. E por fim, sons que indicam a direção do inimigo podem se embananar no meio da gameplay.

Ouça o terror

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“Sabia que tinha ouvido algo, olha o bicho vindo moleque”

Toda Trilha sonora é bem trabalhada, o jogo não trabalha muito com Jump Scary, mas com a tensão que vai se seguindo gradualmente e é aqui onde tudo brilha. O som consegue seguir e evoluir durante todo jogo, fazendo você ficar sempre naquela apreensão de ser encontrado ou encontrar algo. Assim como todo bom game de terror, cada trilha tem hora e momento pra tocar, sendo ela ausente na maior parte do jogo.

A Dublagem como um todo é ótima. Vários dubladores dos jogos citados acima estão presente. O protagonista não fala, mas seu som, tanto de gemidos de dor ou respiração, são amplamente explorados. Isso é excelente pra lhe deixar mais focado, uma vez que você realmente se sente estando na pele o desespero de está ali.

O mensageiro

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Shiuuuu…

Em outubro de 2013 foi lançado a DLC Outlast: Whistleblower, essa que traz uma historia em paralelo aos eventos ocorridos no game. Desta vez o enredo conta a trajetória de Waylon Park, funcionario da Corporação Murkoff nos sistemas de softwares. Waylon acaba se revoltando com os experimentos com pessoas que a Corporação fazia e por isso acaba enviando um e-mail para Miles. Seguindo exatamente a linha do jogo principal, este complemente lhe dar mais 2 horas de terror e desespero, além de um complemento da história.

Encare o medo

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“Eu sabia que devia ter ficado no Resident Evil 6″

Outlast é um verdadeiro jogo de terror em todos os sentidos, sendo amplamente recomendado pra quem prioriza uma boa historia e tensão a todo instante. Possui um sistema de terror progressivo atrelado a uma sonoplastia trabalhada de maneira excelente. É um marco na indústria Indie bem como aos games no estilo de Survivor horror, que andavam precisando de algo impactante e ousado para dar um novo gás a está geração.

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About Marcílio Santos

Marcílio Santos
Estou apenas fazendo meu trabalho.
Host Geek. 2014.