Análise – Dead Space [PC, PlayStation 3, Xbox 360]

Explorando as diversas formas de horror, Dead Space é um jogo de survivor horror, com elementos de tiro em terceira pessoa e uma atmosfera Sci-Fi (ficção cientifica) desenvolvido e publicado pela Eletronic Arts (EA). O game foi lançado em outubro de 2008 para as plataformas de PC, PlayStation 3 e Xbox 360, vendendo mais de …

Review Overview

Nota Geral

4,2

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86

Explorando as diversas formas de horror, Dead Space é um jogo de survivor horror, com elementos de tiro em terceira pessoa e uma atmosfera Sci-Fi (ficção cientifica) desenvolvido e publicado pela Eletronic Arts (EA). O game foi lançado em outubro de 2008 para as plataformas de PC, PlayStation 3 e Xbox 360, vendendo mais de 1 milhão de copias ainda no mesmo ano e conseguindo uma media de 87/100 sendo extremamente elogiado até os dias de hoje.

A morte vem no vazio do espaço

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Kendra, Hammon e Isaac chegam à USG Ishimura

O ano é 2508, devido a escassez cada vez maior de recursos na terra, a exploração espacial se tornou de extrema necessidade. Graças a avançada tecnologia, uma imensa nave corporativa nomeada USG Ishimura atravessa o espaço fazendo exploração e coletando recursos de novos Planetas. Prestes a realizar sua 35ª extração, algo da bastante errado e um pedido de socorro é feito. A empresa responsável, a Concordance Extraction Corporation (CEC), envia um pequeno grupo de investigação e reparo na nave USG Kellion.

Em sua tripulação se encontra o Chefe de segurança Zack Hammod e seus assistentes Johnston e Chen, a especialista em computação Kendra Daniels e o protagonista do jogo o engenheiro Isaac Clarke. Isaac foi o único voluntario do grupo pois sua namorada, Nicole Brennan, estava na Ishimura quando tudo ocorreu e foi a mesma que enviou o pedido de socorro. O grupo é obrigado a fazer um pouso forçado na nave devido a uma colisão de asteroides.

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Uma criatura nunca vista ataca a tripulação pelas sombras

Ao chegar no local nota-se que a Ishimura está vazia, como se todos já tivessem evacuado o local. Nosso engenheiro é escolhido para fazer uma checagem no dano da grande nave. Ao se separar do grupo o inesperado acontece, uma criatura deformada ataca a todos na sala matando Johnston e Chen. Kendra e Hammod consegue escapar, mas acabam se separando ainda mais de Isaac, que foge para outra direção.

Após encontrar uma arma, o protagonista agora precisa se reunir com o resto da equipe. Sem entender o que diabos está acontecendo, todos tem que trabalhar em conjunto para sair do local ou pelo menos se manterem vivos. Com a dupla como guia, Clarke irá enfrentar legiões de monstros, enquanto tenta resgatar Nicole, sair do local e no meio de tudo isso descobrir o que está acontecendo.

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Lutar, Reagrupar, Entender e Fugir. Isso é o que você terá que fazer

Todo enredo é bem construído, tendo seus momentos certos para acontecer determinados eventos e sustos. Isaac não fala em todo jogo, sendo essencial  o diálogos dos outros pra toda trama se desenvolver. Cutscenes de tempo real ocorrem de maneira suave e fluida com interação de câmera do Clarke. Tudo é muito bem explicado, mas possuí dezenas de documentos de texto e áudio que dão uma profundidade ainda maior ao universo do jogo, fazendo você entender tudo que ocorreu e as teorias e conspirações envolvidas, fazendo tudo parecer surpreendente e chocante até o final (literalmente).

Detalhes assustadores

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Áreas sem gravidades são o brilho maior do jogo

O motor gráfico utilizado é o Unreal Engine 3, o mesmo utilizado nas trilogias de Gears of War (os primeiros 3 jogos) e Mass Effect, além de outros excelentes títulos de peso. Os gráficos são lindos, se mantendo belos até os dias de hoje, rico em detalhes e volume, tendo apenas como defeito a expressão facial dos personagens, um pecado para um game de terror.  A plasticidade da movimentação de todos personagens e objetos é algo deslumbrante, com uma física aplicada ótima.

A ambientação e física andam juntas e fazem uma combinação incrível. Como se não bastasse a interação de objetos e corpos pelo chão, o cenário ainda brinca com isso tudo na gravidade zero em certos pontos. São diversos cômodos a se explorar em cada parte do jogo seja dentro ou fora da nave. Se nota um capricho em deixar os lugares distintos para tornar cada experiência lá única.

Uma jornada de luta e sobrevivência

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Apesar de linear, os cenários são de certa forma exploráveis

A campanha se mantém linear, mas com uma leve exploração entre algumas partes da nave. O jogo se divide em 12 capítulos, cada um explorando alguma parte diferente da nave se mantendo sempre em progressão dando um total de 10 a 11 horas de jogo para uma total exploração. O game trabalha com checkpoints em determinados pontos, porém a certos pontos de salvamento especifico, esses pontos são essenciais caso queria repassar em algum ponto especifico do jogo.

Mas porque retornar em pontos específicos? Simples amigão, munição e HP. Dead Space possui 3 dificuldades, Easy, Medium e Hard. Caso  o jogador zere qualquer uma dessas o modo Insane é liberado. A dificuldade padrão do jogo é moderada no geral, mas mudando pro Hard os inimigos demoram o dobro pra morrer e dão um dano absurdo, fazendo Kits médicos e munição elementos extremamente escassos. Uma coisa bem curiosa é que a barra de vida do personagem é representada em sua coluna vertebral por um tubo de iluminado. É possível rejogar tudo com as melhorias adquiridas ao final do jogo, porém só na dificuldade que você zerou.

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Videos, áudios, texto, equipamentos, missões e o mapa podem ser acessados na interface interativa

A jogablidade é boa, podemos andar, correr, mirar e atirar, curar com Kits médicos e usar ferramentas que alteram a gravidade. Isaac é muito lento devido a sua armadura e sua mira acaba sendo lenta demais pra quem for utilizar um controle na versão de PC, já que sua sensibilidade não se ajusta. Apesar disso, é possível mirar enquanto anda, facilitando um pouco as coisas. O menu é gerado por Isaac em uma interface interativa em tempo real, mas cuidado, você pode ser atacado enquanto acessa. Com essa interface é possível acessar o inventario, o mapa, os objetivos e texto e gravações encontrados.

Sobre o arsenal temos 7 tipos diferentes de armas. Cada arma possui dois modos de tiro, sendo apenas a Pulse Rifle realmente ajustável, tendo uma mira na vertical e na horizontal. As outras armas realizam movimento “especiais” ao realizar a troca de modo. O destaque fica por contas das armaduras, são 6 no total sendo a ultima adquirida apenas ao rejogar o game. Cada evolução é um momento único, e cada design é um mais lindo que o outro.

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O sua coluna indica a quantidade de vida. A mira das armas podem alterar de duas formas para causar maior dano

As armas e armaduras são adquiridas através de plantas de melhorias espalhadas pelo jogo. Ao conseguir uma, o jogador terá que se dirigir a uma loja eletrônica da nave, que serve para compra, venda e estoque. Caso queira melhorar alguma arma ou status de outro item, existe uma bancada de evolução de itens que requer uma peça especifica pra suas melhorias. Essas peça podem ser adquiridas ao longo do jogo ou comprando no shop com a moeda do game.

Os nosso inimigos são seres reanimados da tripulação e de outras espécies que estavam encubadas na nave. Esse corpos mortos ressuscitados são os Necromorphs, seres deformados com apenas um objetivo, matar para se multiplicarem. São 15 tipos de inimigos e 3 Bosses, cada um mais grotesco que o outro. Tiros no tronco ou apenas na cabeça são pouco efetivos já que a maioria continuam vivo mesmo decapitados, a melhor solução é mirar nos membros e decepar 2 à 3 partes do corpo para uma morte definitiva.

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Os chefes são gigantes, grotescos e necessitam de vários tiros para morrer

A inteligência artificial dos inimigos é muito boa, eles te cercam, recuam um pouco quando muito ameaçados, fogem da sua mira e a “pior” parte, se fingem de mortos. Por este motivo, é extremamente aconselhável que certifique que estão realmente derrotados, usando o movimento de pisada ou dando bons tiros. Para um maior realismo, a equipe de desenvolvimento das criaturas passou um bom tempo estudando corpos mutilados de acidentes, e devo confessar que o trabalho ficou incrível, até quando nosso personagem morre para os monstros, a mutilação é realista e muito gore.

Alguns bugs acontecem, mas nada que realmente prejudique a gameplay. São inteligência artificial desligando, física desligando em alguns momentos e inimigos ficando presos no ar enquanto giram. Alguns outros problemas são mais em relação a jogablidade. Além de ser lento, o protagonista não possui movimento de pulo, nos colocando em situações complicadas diversas vezes. Os chefes também não possuem grandes dificuldades e a luta final é muito fácil. Pra o jogadores de PC que queiram jogar em 4K tenham só ciência que as legendas vão sofrer uma diminuição de tamanho brusca.

Terror na canção de ninar

A trilha sonora do jogo é ótima, sabendo respeitar os momentos de som ambiente que qualquer game de terror que se preze necessita. Algumas vezes é possível ouvir vozes no cenário deserto, mas o mais macabro do jogo é um ponto onde a musica “Twinkle Twinkle Little Star” começa a tocar de uma maneira assustadora, igual ao trailer.

A dublagem é excelente. A maioria das vozes são dos atores usados como moldes dos personagens, então tudo casa perfeito. O som de terror, dor ou qualquer outra emoção são bem trabalhados, valendo até pra respiração do Isaac ao andar ou quando esta com dano. Infelizmente pra quem não entende a língua inglesa entender a historia será um problema, visto que o game está dublado e legendado apenas em inglês.

Pronto para embarcar?

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Quer uma mazinha pra embarcar nessa “aventura”?

Dead Space é um prato cheio pra quem curte uma boa historia, um gameplay divertido e constante, um terror equilibrado e inteligente, uma ambientação Sci-Fi linda para os amantes do gênero e um tempo de campanha que não enjoa. Mesmo depois de quase 10 anos ainda é um titulo que vale muito a pena pra quem curte tudo que já foi citado. O que está esperando para embarcar nessa viagem espacial tenebrosa?

“Twinkle Twinkle Little Star” 

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About Marcílio Santos

Marcílio Santos
Estou apenas fazendo meu trabalho.
Host Geek. 2014.